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sábado, 27 de junho de 2009

LUGAR DE PASSADO É NO MUSEU !!!



"O PASSADO NÃO RECONHECE O SEU LUGAR:
ESTÁ SEMPRE PRESENTE."

Mário Quintana


"A danada da carência, da solidão, e a falta de um namorado, citado em post anterior, quase me pregam uma peça dia desses...
Tem épocas que parece que o passado quer invandir o nosso presente, não é mesmo ??Estou passando por um momento desses!!!
Ixi, e isso me causa tanta confusão...
Tá certo, que existem momentos e pessoas do passado, que são tão bacanas, que é muito difícil de deixar lá, guardado...
Eu demoro um século pra conseguir me desapegar das coisas e esse processo de esquecimento, engavetamento, pra mim, é uma tortura. Sofro horrores!!!
Ás vezes, até cometo o desatino de evitar envolvimentos maiores, pq sei que uma hora aquilo vai acabar...Por isso mesmo, fico tão confusa e FURIOSA, quando fantasmas (e defuntos) insistem em sair do cemitério ao estilo Thriller , do Michael Jackson, pra infernizar e assombrar a minha vida!!!
Quando esse passado que insiste em surgir das cinzas foi ruim, é muito fácil engavetar o dito cujo de novo!! O meu método de exorcismo é simples: trago á tona tudo de desagradável que eu passei decorrente dele. Ah, meu bem...Daí é só preparar o pé para o chute e mandar pro escanteio.
Mas e quando você só tem boas lembranças desse tal passado ?? Até uma saudadezinha láaaa dentro....?
Daí é mais complicado...Por mais que a gente tente usar o método anterior pra tentar se livrar, nós mesmos não temos toda certeza que QUEREMOS que ele fique lá atrás.
Nessa hora, coloco a razão e a emoção no ringue...Deixo elas brigarem pra ver qual saí vencedora!!
E falando no meu caso, a grande maioria das vezes, quem vence é sempre a razão...
Não estou falando isso pra parecer fortona, ou coisa parecida!!
Tenho o lado racional muito forte! Ele quase sempre comanda as minhas ações (e acho que isso não é tão bacana assim, mas que evita muita dor de cabeça, ah, isso evita!!!)...sempre tenho medo de ver meu coração e meus sentidos serem tomados por algo que não vou conseguir controlar... (Terapia nela!!)
Mas não gosto de remexer em assuntos do passado...
Sei que, cada momento teve a sua importância para formar a pessoa que eu sou hoje..Todo sorriso e toda lágrima, tiveram sua contribuição, com certeza!!
Mas sempre sinto dor no pescoço quando fico muito tempo olhando pra trás...para o passado!!!
Prefiro olhar pra frente...porque enxergo milhões de possibilidades no futuro...e talvez, também essas coisas venham a ser engavetadas um dia...mas com certeza, vão me trazer emoções e lições novas !! E é isso que eu quero!! Viver cada dia, cada emoção, como se fosse única e nova...Gosto de emoções fresquinhas...
Beijocas...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

HOMENAGEM A MINHA MÃE!!!



MÃES SÓ MORREM QUANDO QUEREM

"Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez.
Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula.
Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer.
Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.
Quando fiz 14 anos eu a matei novamente.
Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis.
Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri rediviva - foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.
Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição.
Entrara na faculdade,iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese.
Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.
Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão...
Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem.
Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho mãe se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado avó.
Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla...
Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar...
Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer.
Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre.
Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade..."

AUTOR DESCONHECIDO