quinta-feira, 4 de março de 2010

"AH, SE FOSSE FÁCIL...!!!"



"A ÚNICA VERDADE É QUE VIVO!
SINCERAMENTE, EU VIVO!
QUEM SOU???
BEM, ISSO JÁ É DEMAIS..."

(Clarice Lispector)


Hoje, para poder trocar uma nota alta em dinheiro para comprar um bilhete de metrô, entrei em uma banca de jornal e comprei uma dessas revistas femininas no mercado, a revista Cláudia. E comecei a me perguntar qual a verdadeira importância que essa 'psicologia de gaveta' tem na nossa vida.
Sou uma cria dessas revistas...
Desde pré-adolescente, com meus 12 anos, me lembro de atormentar a minha mãe para comprar a revista Carícia (uma versão teen das revistas de gente grande nos anos 90, que não existe mais!) e a revista Querida
(NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSA!!!Peguei pesado com a sessão nostalgia...kkkkk).
Nessa época, minha mãe, tentando cumprir o papel de educadora, tentava me introduzir a assuntos, digamos, apimentados! Sexo, pronto!
E eu com a minha bobeira adolescente, sempre tentava fugir pelas tangentes. E ia tirar as minhas dúvidas na Carícia! Antes da prática, aprendi tudo na teoria!!
E acho que fiz tudo certinho! Usei camisinha, não engravidei, esperei pela minha primeira vez com juízo e sem afobação.
Depois, já mais 'mulher'(tipo 18 anos!), aderi a revista Nova da Editora Abril.
Matérias de capa como:
'Deixe o bofe aos seus pés para toda vida!'
'Recupere a sua auto-estima em 12 horas!'
'Vire um furacão chamado Katrina na cama!'
(KKKKKKKK!!)

sempre chamavam a minha atenção e me faziam gastar minhas ricas moedinhas.
E foram meses e meses de revistas NOVAS, CLÁUDIA, MARIE CLAIRE, ETC, ETC, ETC...
Mas confesso que, a terapia de minuto até me fazia bem na hora, mas depois, tudo voltava ao normal.
Enquanto eu não cutucasse os meus problemas na raiz, não havia psicóloga de revista que me salvasse!
Eu acredito que sou uma soma de tudo que já vi e , inclusive, de tudo que já li na minha vida.
Acho que cada revistinha que comprei, me ensinou muita coisa, me enriqueceu culturalmente, me divertiu, me emocionou e até levantou a minha auto-estima POR doze horas. Mas hoje, compro raramente.
A mulher que eu sou hoje é como é, porque eu dei o MEU jeito de enfrentar a vida.
Não existe revista ou ser humano que diga qual a maneira certa ou errada que EU vou viver a MINHA vida. O que é certo para a psicologia pode não ser certo para mim.
Posso TER em mim um pedacinho de cada página que li, mas não SOU as páginas que li.
Sou do meu jeito!
Minha auto-estima é genuína!
Os bofes que passaram por mim, ficaram o tempo que foi necessário e divertido!
E, não me chamo KATRINA, mas também sei ser um mulherão!
(Corei!!kkkkkk)

OBS.: Ler é importante sempre!
E temos que ler aquilo que gostamos, que nos interessa.
Seja revista feminina, gibi, outdoor, bula de remédio...
Independente do assunto, ler nos ensina a escrever melhor, nos enriquece e nos faz ter assuntos nas conversas......HUAHUAHUAHUA!!!
Leia! Sempre!

2 comentários:

Antônio Moura disse...

Cara Srta Furacão: a psicologia de qualidade é aquela que nos ajuda a descobrir quais as nossas próprias ferramentas e como usá-las - com nosso próprio estilo. As revistas não trazem psicologia séria, na medida em que abordam os temas da forma mais genérica possível, sem pensar, por exemplo, na unicidade de Srta Furacão, por exemplo. As revistas "funcionavam", mas logo as coisas voltavam ao "normal". E graças a Deus que voltavam e ainda bem que você cresceu e se tornou essa criatura tão simpática, que escreve de maneira tão bacana, sabendo prender a atenção do leitor. Abração!

Flowers disse...

Ei Menina Nalva,
Passei para retribuir e agradecer pela visita...e adorei teu blog também!
Me identifiquei com a sua Clarice...e quão gostoso é ler suas palavras...
Lembrei das minhas leituras de "Capricho", "Todateen"...todos aqueles testes que eu fazia: "você sabe conquistar?" "Como anda sua paquera..." e toda aquela ansiedade adolescente em torno do primeiro beijo, paixonite aguda, medos e descobertas!
Timidamente (às escondidas) comecei a ler "Nova" e matar as minhas curiosidades sobre o sexo, sem falar nas revistas masculinas que eu pegava debaixo do colchão do meu tio para ler as matérias quente e proibidas...o coração acelerava...era uma leitura com emoção...

Não fiquei só nessa leitura de efeito instantâneo, sempre preferi os livros, parafraseando Lygia Bojunga: "quanto mais eu buscava neles, mais eles me davam..."

Só sei que ler é sempre uma viagem...arrisco de tudo um pouco...arrisquei vir aqui e não me arrependi!...
Parabéns...
volte quando quiser!